Livro: De Volta Aos Quinze – Bruna Vieira

Foto: Melina Souza

"O que você faria se pudesse voltar no tempo?
Será que, ao fazer escolhas diferentes, você conseguiria mudar sua vida para melhor?
Anita tem 30 anos, e sua vida é muito diferente do que ela sonhou para si. Um dia, ao reencontrar seu primeiro blog, escrito quando tinha 15 anos, algo inusitado acontece, e tudo ao seu redor se transforma de repente. Com cabeça de adulto e corpo de adolescente, ela se vê novamente vivendo as aventuras de uma das épocas mais intensas da vida de qualquer pessoa: o ensino médio. Ao procurar modificar acontecimentos, ela começa a perceber que as consequências de suas atitudes nem sempre são como ela imagina, o que pode ser bem complicado. Em meio a amores impossíveis, amizades desfeitas e atritos familiares, Anita tentará escrever seu próprio final feliz em uma página misteriosa na internet."

Acompanho o blog Depois dos Quinze já há alguns anos e adoro ler os textos escritos pela Bruna Vieira. Além disso ouvi muitas pessoas comentando sobre seus livros e até mesmo li algumas críticas positivas. Então, depois dessas influências, num dia qualquer procurando por um livro para comprar eu resolvi escolher De Volta Aos Quinze, escrito pela própria Bruna. 
Confesso que minhas expectativas estavam um pouco altas em relação à história e principalmente à escrita da autora, e acredito que isso tenha sido um pouco prejudicial no decorrer da leitura. Por outro lado, penso que isso aguçou um pouco meu senso crítico e me fez perceber falhas que talvez pudessem passar despercebidas se não fosse isso.
Bom, De Volta Aos Quinze é uma leitura legal para um domingo a tarde mais preguiçoso. A ideia central da história que é a personagem principal, Anita, voltando aos seus quinze anos após rever seu blog do passado, é interessante e envolvente. Inclusive quando li a sinopse lembro-me de ter considerado incrível essa ideia, pois quantas vezes não desejamos voltar nessa idade com uma cabeça mais madura, não é mesmo? Eu mesma nesse momento, talvez. E isso foi também um dos motivos da chance que resolvi dar para o livro. Mas preciso confessar que, ao meu ver, a história não foi bem construída em volta desse foco. Faltou algumas coisas e passaram outras. Até mesmo o fato de Anita ter trinta anos me incomodou um pouco, porque a maturidade da personagem é de uma mulher de vinte e poucos. E até entendo que existe muita mulher de trinta bem imatura, mas Anita definitivamente não se encaixa nisso. Não para mim.
Nas primeiras páginas eu estava bem empolgada e estava gostando muito, mas o meio do livro me deixou bastante entediada e até mesmo sem ânimo para terminá-lo. Inclusive deixei ele quietinho por alguns dias até querer continuar a leitura. Então, só depois de muitas páginas e quase chegando ao fim do livro é que a vontade de saber o fim apareceu e eu finalmente terminei de ler. 
Infelizmente não foi um livro que me impressionou, na verdade deixou bastante a desejar. Senti que toda a história girava várias vezes e sempre chegava no mesmo ponto, e isso me irritou muito. 
Acredito que Bruna tenha alcançado um público de meninas mais novas, e que tenha sido bem sucedida nisso. Como eu disse, é uma leitura gostosinha, mas nada que impressione muito. E também não é o tipo de livro que indicaria para minhas amigas de vinte, por exemplo. 
Ainda assim, estou apaixonada pela capa, diagramação e páginas do livro. A ilustração da capa é apaixonante, a diagramação super bem feita e as páginas são amareladas, mais grossas e, simplesmente, perfeitas. São pontos positivos que me conquistaram muito. 
No mais, só tenho a dizer que não sei se darei uma chance para continuação deste livro. Infelizmente não fui envolvida o suficiente para isso e, se eu pudesse dar uma nota até cinco para o livro, eu daria no máximo três. 

Filme: O Melhor De Mim

Foto: Adoro Cinema

Dawson e Amanda se conhecem quando adolescentes e, apesar das vidas distintas, se apaixonam um pelo outro. O problema é que todas as diferenças acabam influenciando alguns momentos de suas vidas e os acontecimentos, ou talvez o destino, se encarregam de separá-los. Vinte e um anos se passam e ambos recebem uma ligação dizendo que um amigo deles havia falecido e que este havia deixado algumas coisas para eles. Então eles voltam à cidade natal e se reencontram. É o momento de ver se os sentimentos persistem e avaliar as decisões que tomaram na vida. 
Talvez o amor supere distância e tempo, mas algum dia ele pode surgir e trazer à tona outros sentimentos que estiveram guardados junto dele. Esse é um momento de total reflexão, ou até mesmo de engrandecimento do mesmo. 
Por ser um filme inspirado no livro de Nicholas Sparks, comecei a assisti-lo com uma pequena expectativa. Li alguns livros do autor e, apesar de achar que algumas se pareciam bastante, não me decepcionei muito com as histórias. Sparks já me proporcionou muitas lágrimas com seus romances, e me surpreendeu com alguns desfechos. 
"O melhor de mim" segue aquela constante dos romances de Nicholas Sparks, tem lá seus clichês e cenas água-com-açúcar, mas ainda assim me fez gostar da história. Gostei da escolha dos atores e me encantei com os cenários, principal com os jardins do Tuck, o amigo mais velho de Amanda e Dawson. James Marsden, no papel de Dawson adulto, me hipnotizou e, com toda sua sua beleza, deixou o filme ainda mais lindo. 
Se tratando de Nicholas Sparks, talvez não seja o romance mais original que exista, mas pode proporcionar uns suspiros gostosos num dia calmo qualquer. Para quem gosta de filmes românticos, este pode ser uma boa pedida. 

A felicidade na simplicidade


Há coisas que inexplicavelmente nos fazem bem. Assim mesmo, sem muitas complicações. Até porque estamos falando de coisas simples. Aquela simplicidade que encanta e ao mesmo tempo consegue acalentar nosso coração.
Sim, eu poderia descrever essa simplicidade e magnitude em diversas linhas deste texto, mas para que complicar algo que pode ser transmitido em sua mais pura leveza, não é mesmo?
Eu poderia, por exemplo, até mesmo citar todos os itens da minha imensa lista de coisas simples que me fazem feliz, mas é que entre todos esses eu quero hoje citar apenas um deles: o blog.
E é claro que dentro de um blog existem várias outras coisas que me fazem bem, como expressar minha opinião, compartilhar experiências, citar um livro que eu desejo que todo o mundo leia ou até mesmo escrever um pequeno texto como esse.
São tantas coisas que me fazem bem nesse pequeno espaço virtual que seria até loucura se eu não desse mais uma chance para um blog, ainda que já tenha criado vários outros por aí.
Mas preciso dizer que esse aqui é ainda mais especial, porque - entre tantas lições que aprendi com o passar de alguns anos da minha vida – eu descobri que minhas maiores felicidades foram nos momentos mais improváveis, inesperados e simplórios. Como se não bastasse isso, descobri também que uma parte de mim sempre esteve aqui, bem quietinha e guardada para quando eu soubesse que era hora de voltar e compartilhar tudo em um espaço que sempre me fez sentir melhor.
Então, cá estou eu. Mais um singelo blog que eu acredito muito que pode me fazer tão bem ao ponto de transbordar para vocês também. 

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